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	<title>Quadrinize!</title>
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	<description>A revista de quem faz quadrinhos</description>
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		<title>Resenha &#8211; Livraria Limítrofe</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Willian Marinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quarta Literária]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguma vez você já se imaginou em um dos mundos fantásticos dos livros, filmes, quadrinhos ou qualquer outra obra de arte que já tenha visto na vida? Ou estar perto de seus autores e personagens favoritos, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguma vez você já se imaginou em um dos mundos fantásticos dos livros, filmes, quadrinhos ou qualquer outra obra de arte que já tenha visto na vida? Ou estar perto de seus autores e personagens favoritos, interagindo e compartilhando experiências? Para leitores e espectadores mais viajados (como este resenhista), seria um evento inigualável, ou uma situação no mínimo curiosa. E se existisse uma livraria que prestasse este tipo de serviços para você? Na resenha de hoje, você descobrirá como o autor Alfer Medeiros imaginou esta livraria fantástica. Vamos de um dos mais recentes livros da Editora Estronho, a Livraria Limítrofe.</p>
<p>Antes de entrar em detalhes sobre a obra, gostaria de narrar rapidamente uma situação que tive ao pegar o livro pela primeira vez. Ao retirar a cinta de proteção do livro, notei ao folhear as primeiras páginas que&#8230; ele não tinha capa! Pelo menos não aquela a que estamos acostumados. Ao notar a falta desta parte do livro, comentei com o Editor o assunto, apenas para descobrir como a ingenuidade muitas vezes pode nos pegar desprevenidos. Não tive como dar boas risadas da situação após saber deste detalhe curioso.</p>
<div id="attachment_2375" class="wp-caption alignnone" style="width: 249px"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/05/limitrofe.png"><img class="size-full wp-image-2375" title="limitrofe" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/05/limitrofe.png" alt="" width="239" height="329" /></a><p class="wp-caption-text">O livro não tem capa e o resenhista se confundiu.</p></div>
<p>A diagramação da Livraria Limítrofe é linda. As aberturas de cada capítulo enchem os olhos com as letras capitulares que ocupam uma página, além de alguns detalhes como engrenagens e linhas de contorno nas primeiras páginas, dando a impressão de ser um livro antigo, e bem condizente com o próprio clima da livraria. A única ressalva que tenho é quanto à fonte utilizada nos títulos: usando um estilo clássico muito carregado, às vezes é difícil de identificar as letras que abrem os capítulos. A mesma dificuldade pode ser encontrada na capa, um pouco complicada para novos leitores que não estão acostumados ao termo.</p>
<p>E chegamos ao ponto alto do livro. Totalmente ambientada dentro do lugar que leva o título, a Livraria Limítrofe é o lugar em que todo amante da literatura (e quadrinhos, filmes, teatro&#8230;) gostaria de estar. Localizada em qualquer lugar, e ao mesmo tempo em lugar algum, a livraria materializa todos os mundos imaginados pelo visitante, com personagens e situações que o leitor já imaginou. E se ele for esperto, pode dar asas ao que desejar. Assim, seria possível viver, ainda que por um instante, as aventuras e perigos que outrora foram acompanhados nas narrativas de seus autores. E no final, como presente por ter contribuído para a funcionalidade da livraria, ser presenteado com uma amostra de toda aquela fantasia!</p>
<p>Partindo deste microverso criado por qualquer pessoa, Alfer Medeiros nos mostra diversas histórias ocorridas na Livraria Limítrofe, através do livreiro. Figura substituída de tempos em tempos, o livreiro é o responsável por manter o lugar devidamente organizado, bem como garantir a segurança dos clientes. Porque, como vemos em algumas narrativas, existem perigos reais de se imaginar certos lugares ou pessoas.</p>
<p>O ponto alto da narrativa são as várias visões das pessoas que adentram a Livraria. É difícil não se identificar com pelo menos um dos visitantes, ou reconhecer outras pessoas próximas, personificadas nos clientes da livraria em cada uma das histórias. A narrativa é descrita de maneira clara e direta, e as referências a livros e autores, e até mesmo algumas bandas musicais em cada uma das histórias, também auxiliam no clima nostálgico dado ao leitor, sendo um exercício divertido ao descobrir cada uma das histórias materializadas pelos visitantes.</p>
<p>Após acompanhar algumas histórias, percebemos qual o verdadeiro intuito da Livraria Limítrofe. Misturando um clima fantástico à visão pessoal de cada pessoa, recebemos um panorama geral de como a literatura é tratada hoje, e o que pode ser realmente feito com ela. Ali, vemos como as histórias podem rever os conceitos das pessoas, relembrar sentimentos e sensações perdidas com a vida conturbada a qual somos submetidos, e como esta própria sociedade acaba influenciando os novos leitores, o que ao mesmo é impressionante e preocupante. Para novos escritores, também é uma lição interessante sobre como identificar o público no qual querem atingir, para trazer novas e interessantes visões de mundo.</p>
<p>Com uma carga diferenciada de mensagens sem fugir ao escopo que a premissa do livro sugere, a Livraria Limítrofe é recomendado para todos os tipos de leitores, e uma porta de entrada para novos interessados na literatura. Ao terminar de ler o livro, você fica com aquela sensação de que realmente um lugar como a Limítrofe pudesse existir. E da mesma forma que os clientes exemplificados em cada uma das histórias, cada um de nós recebe uma lição particular e valiosa. Ao mesmo tempo, ela lança uma pergunta: como você vê a literatura? Ou, em nosso caso, como vemos os quadrinhos? Independente da resposta, já nos é possível ver estas produções de outra forma.</p>
<p>Nome Completo: Livraria Limítrofe – O Adeus</p>
<p>Editora: Fantas (selo editorial da Estronho &amp; Esquésito)</p>
<p>Ano: 2012</p>
<p>Páginas: 192</p>
<p>Site Oficial: <a href="http://editora.estronho.com.br/index.php/livraria-limitrofe" target="_blank">http://editora.estronho.com.br/index.php/livraria-limitrofe</a></p>
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		<title>Editorial &#8211; Resultados do concurso, manutenção, jabá</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 15:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quadrinize</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[slider]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um mês sem atividades por aqui, retornamos, ainda sem o mesmo pique de tempos atrás. O motivo é o mesmo de sempre: precisamos de colaboradores para nossos artigos. Nos ultimos meses tivemos sérios problemas ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um mês sem atividades por aqui, retornamos, ainda sem o mesmo pique de tempos atrás. O motivo é o mesmo de sempre: precisamos de colaboradores para nossos artigos.</p>
<p>Nos ultimos meses tivemos sérios problemas no nosso servidor, o que nos obrigou a migrar para outro, mais seguro. Isso gerou trabalho, muito tempo foi gasto, e recentemente, devido a uma falha operacional, perdemos completamente o site. A restauração foi feita através de um backup recente, mas as imagens foram perdidas. Usamos os backups do antigo servidor, o que significa que nem todas as imagens foram restauradas ainda. Isso será feito aos poucos, para que possamos focar nos textos futuros.</p>
<p>Por essas razões, precisamos de recursos. Portanto, ressaltamos nossos produtos e serviços oferecidos aqui no site.</p>
<p>A <strong><a title="Revista sobre roteiro de quadrinhos" href="http://www.quadrinize.com/onde-comprar/comprar-revista-quadrinize-0/" target="_blank">Revista Quadrinize</a></strong> é uma edição impressa com textos inéditos sobre criação e roteiro. Custa apenas R$ 4,00, frete incluso.</p>
<p>A <strong><a title="Elementais Magazine" href="http://www.quadrinize.com/onde-comprar/revista-elementais/" target="_blank">Elementais Magazine</a></strong> é uma revista que dá o gostinho do universo de Elementais e mescla contos (estilo light novel), mangá e jogos.</p>
<p><strong><a title="Extraneus - Em Nome de Deus" href="http://www.quadrinize.com/onde-comprar/extraneus-vol-3-em-nome-de-deus/" target="_blank">Extraneus &#8211; Em Nome de Deus</a></strong>, é um livro de contos com o tema &#8220;atrocidades que são cometidas em nome de um deus&#8221;. Eu, o Editor, participo com uma história sobre um Brasil governado por um Messias, uma ditadura teocrática, sagrada e próspera, expandindo seu domínio pelo continente e arrebatando o amor e ódio de multidões.</p>
<p>Confira também pacotes promocionais na <strong><a title="loja virtual quadrinize" href="http://www.quadrinize.com/onde-comprar/" target="_blank">loja virtual</a></strong>.</p>
<p>Também lembramos que nosso <strong><a title="Curso de escrita criativa" href="http://www.quadrinize.com/2012/03/curso-quadrinize-de-escrita-criativa-e-roteiro-de-hqs/" target="_blank">curso de escrita criativa</a></strong> continua com inscrições abertas. Além disso, oferecemos serviços de consultoria e avaliação de HQs, avaliando critérios como: enredo, plot, personagens, ambientação, narrativa, clareza, ritmo, coerência, diálogos, ilustrações, transições de cena, transições de quadros, entre outros. Entre em contato pelo email quadrinize@hotmail.com</p>
<p>Findo o jabá, vamos ao resultado do concurso de contos promovido pela Quadrinize em parceria com a <a title="Editora Estronho" href="http://editora.estronho.com.br/" target="_blank">Editora Estronho</a> e <a title="Selo Fantas" href="https://www.facebook.com/selofantas" target="_blank">Selo Fantas</a>.</p>
<p>Recebemos poucos contos, o que é muito triste. Aqui, na Quadrinize, bem como na Editora Estronho, é incentivada a revelação de novos talentos. Nada mais óbvio, já que nosso site visa a formação autoral. É uma pena que poucos arregaçaram as mangas para um exercício de criatividade e narrativa, ainda mais valendo prêmios.</p>
<p>De qualquer forma, anunciamos o vencedor pelo Facebook e Twtitter, e oficializamos aqui que o João Paulo D. Silva (também conhecido como JoO), levou o prêmio de conto mais legal. Foram avaliados os critérios: criatividade, narrativa e fidelidade à proposta do exercício. Infelizmente, alguns contos não seguiram as regras e foram descartados, mas ainda assim a escolha foi difícil. O JoO receberá em breve o livro Livraria Limítrofe &#8211; o qual terá uma resenha publicada aqui na Quarta Literária.</p>
<p>E, como prometido, sorteamos o livro Quase Inocentes &#8211; que também será resenhado &#8211; entre os participantes, e o vencedor foi o Vinícius Sousa.</p>
<p>Esse mês daremos continuidade à série de artigos sobre arquétipos. Contamos com as visitas e comentários de vocês.</p>
<p>Quadrinizem sempre!</p>
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		<title>Resenha &#8211; Vidas Imperfeitas</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2012 00:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Willian Marinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
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		<category><![CDATA[vidas imperfeitas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das maneiras de mostrar seus trabalhos como desenhista ou roteirista é a produção de Fanzines e HQs independentes. Aqui mesmo na Quadrinize você acompanhou um tutorial com dicas para criar o seu fanzine. Apesar de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das maneiras de mostrar seus trabalhos como desenhista ou roteirista é a produção de Fanzines e HQs independentes. Aqui mesmo na Quadrinize você acompanhou um <strong><a title="Tutorial – Como fazer seu fanzine" href="http://www.quadrinize.com/2011/01/guia-como-fazer-seu-fanzine/" target="_blank">tutorial com dicas para criar o seu fanzine</a></strong>. Apesar de muitas vezes menosprezado pela grande maioria dos leitores e frequentadores de eventos, mais interessados no mercado <em>mainstream</em>, existem diversos materiais de qualidade, com um público pequeno e fiel aos lançamentos dos autores independentes. A resenha de hoje vai falar uma destas obras que ganharam bastante destaque na Internet: vamos falar de <strong>Vidas Imperfeitas</strong>, da jovem Mariana (ou Mary, se preferirem) Cagnin.</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"> A obra de <strong>Mary Cagnin</strong> começou como tantos outros fanzines publicando seus trabalhos em um site próprio ou em eventos, atraindo alguns leitores aqui e ali. Com as edições saindo com boa frequência e continuidade, Vidas Imperfeitas chamou a atenção da empresa americana Fitztown, que agora irá publica-lo nos Estados Unidos. As edições, tanto online como impressa na nossa língua, podem ser encontradas no <strong><a title="Comprar - Vidas Imperfeitas" href="http://fanzinevidasimperfeitas.blogspot.com.br/p/como-adquirir.html" target="_blank">blog oficial de Vidas Imperfeitas</a></strong></span><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/resenha-Vidas-Imperfeitas-quadrinize.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2316" title="resenha-Vidas-Imperfeitas-quadrinize" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/resenha-Vidas-Imperfeitas-quadrinize.jpg" alt="vidas imperfeitas" width="320" height="247" /></a></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;">As capas das seis edições lançadas até agora de Vidas Imperfeitas são lindas, com uma boa técnica de colorização, destacando os personagens e o cenário. Não posso dizer dos detalhes da versão impressa pois não a tenho em mãos, mas posso adiantar que a versão online, que também permite o download, tem uma leitura agradável, sem lags. Algumas edições demoram a carregar por completo graças ao número de páginas, e em algumas páginas, a fonte escura e pequena nos balões atrapalham a leitura, equilíbrio que é melhor estabelecido nas últimas edições.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"> Os cenários de Vidas Imperfeitas tem detalhamento difícil de encontrar até mesmo em HQs de editoras. Desde o ambiente familiar até grandes espaços, é possível encontrar vivacidade na obra. Nos dois primeiros números, a arte final deixa a desejar quanto a resolução dos cenários e personagens, mas a partir da terceira, o nível melhora e muito. E não espere encontrar mundos exóticos ou detalhes irreais ao nosso cotidiano: como você vai saber agora, Vidas Imperfeitas apenas trata de nossas próprias vidas, ou melhor dizendo, de uma fase delas.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"> A HQ é focada no presente e passado de Juno, uma adolescente de temperamento agressivo e de poucas palavras, a típica “valentona” que encontramos nos tempos de colégio. Também conhecemos a vida e cotidiano de todos os amigos à volta, e suas relações profundas com a jovem, bem como a nova amizade com Daniel, a quem viraria seu primeiro interesse romântico. Por causa de seu comportamento furioso, e porque não dizer apaixonado, Juno passou por diversas experiências em pouco tempo, e são nelas que encontramos sua verdadeira personalidade, tão cheia de problemas quanto nós.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/quadrinize-amanda-garner-menor.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2317" title="quadrinize-amanda-garner-menor" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/quadrinize-amanda-garner-menor.jpg" alt="Vidas Imperfeitas" width="336" height="475" /></a></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"> Tecnicamente, Vidas Imperfeitas possui uma excelente narrativa. Tal como nos outros problemas das primeiras edições, a diagramação das páginas em alguns pontos é confusa, mais pelo traço do que pela organização dos quadros em si.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"> Temos aqui um bom exemplo das lições sobre personagens da Quadrinize: o foco é inteiramente nas relações de Juno com seus amigos e família, sem que sejam ofuscados pela protagonista, mostrando todos os seus defeitos e qualidades de maneira crua, e escondida de nós da mesma forma que é escondida de Juno, a quem vemos ser bem mais que uma figura raivosa. Os clichês comuns deste tipo de história &#8211; ou, melhor dizendo, as <strong><a title="Clichê – Ententendo Clichês e Convenções" href="http://www.quadrinize.com/2010/07/cliche-ententendo-cliches-e-convencoes/" target="_blank">convenções de gênero</a></strong> - são bem explorados.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"> A solidão é um tema em destaque em Vidas Imperfeitas, o que faz jus ao título. Os personagens sempre carregam algo dentro de si que os afastam uns dos outros, sejam segredos obscuros, ou interesses que se perderam ao longo do tempo. A própria convivência parece um fator determinante neste afastamento. Juno, por exemplo, foi viver com a avó após um trágico evento, que a afastou dos pais, do pai em especial. Daniel, o garoto por quem a protagonista se apaixona, é reservado e amável, mas mesmo estas qualidades escondem seus segredos.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/vidas-imperfeitas-juno-gabi-monica.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2318" title="vidas-imperfeitas-juno-gabi-monica" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/vidas-imperfeitas-juno-gabi-monica.jpg" alt="vidas imperfeitas" width="640" height="344" /></a></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"> Com elementos tão próximos de nossa realidade, aliados a uma narrativa popular como o mangá, não é sem motivo que a obra de Mary vai para os Estados Unidos, mostrando como bons trabalhos trazem um bom retorno, independente do tempo que leva (Vidas Imperfeitas começou em 2008). Vidas Imperfeitas é um bom exemplo de como novos autores e quadrinistas podem levar seu trabalho a sério, sem fantasiar suas carreiras meteóricas, e dedicar cada página como um evento marcante.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><strong>Título:</strong></span><span style="color: #000000;"> Vidas Imperfeitas</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><strong>Editora:</strong></span><span style="color: #000000;"> Independente (será publicado pela Fitztown nos EUA)</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><strong>Ano:</strong></span><span style="color: #000000;"> 2010</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><strong>Páginas:</strong></span><span style="color: #000000;"> variam em cada edição</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><strong>Site Oficial:</strong></span><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://fanzinevidasimperfeitas.blogspot.com/">http://fanzinevidasimperfeitas.blogspot.com</a></span></span></p>
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		<title>Personagens – Arquétipos – Parte 3</title>
		<link>http://www.quadrinize.com/2012/03/personagens-arquetipos-parte-3/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 02:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[slider]]></category>

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		<description><![CDATA[Criar personagens é parte fundamental da criação do enredo, pois as cenas de sua história e a forma como ela se desenvolverá dependerão muito da interação entre personagens, reações, crenças, objetivos, etc. Os arquétipos nos ajudam ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criar personagens é parte fundamental da criação do enredo, pois as cenas de sua história e a forma como ela se desenvolverá dependerão muito da interação entre personagens, reações, crenças, objetivos, etc. Os arquétipos nos ajudam a estabelecer traços de personalidade e funções que geram interações de forma que os personagens completem um ao outro, além de surgirem naturalmente conflitos entre eles, dando realismo à história.</p>
<p><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/temperamentos4.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2290" title="4-temperamentos" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/temperamentos4.jpg" alt="" width="254" height="256" /></a></p>
<p>Antes de abordarmos mais alguns arquétipos da <strong>psicologia Jungiana</strong>, vamos conferir um conceito muito importante, e até óbvio: os <strong>temperamentos</strong>. Não se tratam exatamente de arquétipos, mas funcionam muito bem como sistema para usar em conjunto com os <strong><a title="Personagens – Arquétipos – Parte 2" href="http://www.quadrinize.com/2012/01/personagens-arquetipos-parte-2/" target="_blank">arquétipos</a></strong>, assim como as <strong><a title="Personagens – Arquétipos – parte 1 (funções dramáticas)" href="http://www.quadrinize.com/2011/12/personagens-arquetipos-parte-1-funcoes-dramaticas/" target="_blank">funções dramáticas</a></strong>.</p>
<p>Os temperamentos humanos formam traços importantes da formação da personalidade dos indivíduos, embora temperamento e personalidade sejam coisas bem distintas. Segundo estudiosos, é possível até mesmo determinar os traços físicos de cada um, o que certamente é muito útil para nossas criações.</p>
<p><strong>Hipócrates</strong> foi quem primeiro desenvolveu uma teoria a respeito, conhecida por <strong>teoria humoral</strong>, baseando-se em fluidos do nosso organismo (sangue, bilis e fleugma – também conhecida como <em>catarro</em>), e também faz relação com os quatro elementos: terra, fogo, agua e ar, e as quatro estações. Tudo faz algum sentido quando estudado profundamente. Outros relacionam ainda com o zodíaco, traçando relação direta entre a fisiologia, época do ano e signos. Podemos determinar hábitos e até mesmo as doenças às quais cada tipo de pessoa é mais suscetível.</p>
<p><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/contagio-19.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2291" title="quatro-temperamentos-personagens-roteiro" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/contagio-19.jpg" alt="" width="397" height="406" /></a></p>
<h4>Os quatro temperamentos são:</h4>
<p><strong>Sanguíneo: (Fluido corporal: sangue (dã); Elemento: Ar; órgão: rins; signos: Gêmeos. Libra, Aquário)</strong></p>
<p><strong>Personalidade</strong></p>
<p>O sanguíneo é aquele típico sujeito expansivo, alegre, sempre cercado de amigos e que nunca deixa a festa parar. Sempre está no centro das atenções, sempre agitando a galera. É expressivo, tem gestos largos, fala bem em público e é o alvo de inveja dos melancólicos. São gentis, bondosos, sabem lidar com pessoas.</p>
<p>Podem ser ótimos líderes, esportistas, atores, até políticos. São contagiantes e agradam a “galere”.</p>
<p>Gosta de ser importante, tende à vaidade. Pode se irritar facilmente e ser agressivo com os coléricos, mas não guarda rancores.</p>
<p><strong>Traços físicos</strong></p>
<p>Linhas inclinadas, nariz grande, rosto e peito largos, cabelos volumosos, olhos vivos, expressão ativa, corado.</p>
<p><strong>Positivo:</strong></p>
<p>· Comunicativo<br />
· Destacado<br />
· Entusiasta<br />
· Afável<br />
· Simpático<br />
· Companheiro<br />
· Compreensível<br />
· Crédulo</p>
<p><strong>Negativo</strong></p>
<p>· volúvel<br />
· indisciplinado<br />
· impulsivo<br />
· barulhento<br />
· inseguro<br />
· egocêntrico<br />
· exagerado<br />
· medroso</p>
<p><strong>Fleumático: (Fluido corporal: fleugma; Elemento: Água; órgão: Pulmão; Signos: </strong><strong>Peixes, Câncer, Escorpião)</strong></p>
<p><strong>Personalidade</strong></p>
<p>Fleuma é mais conhecida como meleca de nariz <img src='http://www.quadrinize.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Calma e tranquilidade são provavelmente as características que melhor definem. O fleumático (ou linfático) é um sujeito de sangue frio, que dificilmente perde o controle em situações difíceis. Ele irá avaliar, analisar, calcular e só então reagir. Isso o leva a ser lento para agir e tomar decisões, até mesmo para executar tarefas simples. Seu ritmo é todo lento, mas é sempre eficaz. Prudente, tem um autocontrole invejável. Paciente, observador, disciplinado. Não se deixa levar pelas paixões arrebatadoras e emotivas. Difícil de manipular.</p>
<p>A preguiça pode se tornar um problema. Quer evitar a fadiga, sabe? Também evita problemas e encrencas, tipo os Hobbits. Tem medo até mesmo de manifestar suas opiniões com convicção e a paixão do sanguíneo, por isso convence a poucos. Quer apenas viver acomodado na tranquilidade. Pode ser alguém difícil de reagir às críticas.</p>
<p><strong>Traços físicos</strong></p>
<p>Nariz arrebitado e arredondado. Bochechudo, lábios grossos, pode ser barrigurinho (tipo barriguinha de cerveja), perfil curvilíneo.</p>
<p><strong>Positivo</strong>:<br />
· Calmo<br />
· cumpridor<br />
· eficiente<br />
· conservador<br />
· prático<br />
· líder<br />
· diplomata<br />
· bem humorado</p>
<p><strong>Negativo</strong>:<br />
· calculista<br />
· Temeroso<br />
· indeciso<br />
· contemplativo<br />
· desconfiado<br />
· pretensioso<br />
· introvertido<br />
· desmotivado</p>
<p><strong>Colérico: (Fluido corporal: bilis amarela; Elemento: Fogo; Órgão: Coração; Signos: Áries, Sagitário, Leão)</strong></p>
<p>O colérico é cheio de energia, é ativo e tende a ser nervosinho – daí o nome referente à “cólera”. É impulsivo, toma decisões rapidamente e é difícil fazê-lo mudar de ideia, até mesmo porque quando você tentar, já será tarde demais. Ambicioso, pode ser dominador, mas tem caráter sério. Tem energia e precisa gastá-la, e devido a isso costuma competir e traçar metas de superação para si mesmo.</p>
<p>Atrai pessoas e é sociavel, mas isso contrasta com seu desejo de competir com todos, chegar ao topo em qualquer assunto. Vaidoso, gosta de ostentar suas vitórias e se sentir vencedor.</p>
<p>É um lider nato, mas impulsivo e explode caso não o sigam. Ao contrário do sanguíneo, guarda rancores em discussões.</p>
<p><strong>Traços físicos</strong></p>
<p>Rosto retangular, traços duros, rígido, nariz quadrado, expressão severa, do tipo durão, olhar penetrante, braços e pernas compridos, lábios finos.</p>
<p><strong>Positivo</strong>:</p>
<p>· energético<br />
· resoluto<br />
· independente<br />
· otimista<br />
· prático<br />
· eficiente<br />
· decidido<br />
· líder<br />
· audacioso</p>
<p><strong>Negativo:</strong></p>
<p>· intolerante<br />
· vaidoso<br />
· auto-suficiente<br />
· insensível</p>
<p><strong>Melancólico (Fluido corporal: bilis negra; Elemento: Terra; Órgão: Fígado; Signos: </strong><strong>Touro, Virgem, Capricórnio)</strong></p>
<p>Sabe aquele tipo introvertido, que curte arte, tímido, não se relaciona bem e guarda seus sentimentos até explodirem pelo nariz? Esse é o melancólico. Mas não leve o nome literalmente, ele não é necessáriamente um emo a chorar pelos cantos.</p>
<p>Amigo fiel, escolhe bem as amizades, pois é desconfiado. Pode ser individualista e escolher profissões que exerce sozinho, como músico, inventor, filósofo, escritor. Inteligente, criativo, imaginativo, chegando a ser meio “cabeça nas nuvens”. Sua introspecção pode ser agressiva, caso resolva se enclausurar a todo custo. Sensível, se ofende fácil. Sente-se um peixe fora d&#8217;água, o que o leva a ser meio rebelde. Rancoroso, não lida bem com críticas e chega a ser vingativo.</p>
<p>No entanto, existem dois tipos de melancólicos: o sensitivo e o intelectual. A diferença é básica, o intelectual consegue subjugar os sentimentos que o levariam a se irritar, guardar rancores e se tornar agressivo, tem mais auto-controle.</p>
<p><strong>Traços físicos:</strong></p>
<p>Magro, nariz longo e fino, pálpebras meio caídas, rosto comprido.</p>
<p><strong>Positivo</strong></p>
<p>· habilidoso<br />
· minucioso<br />
· sensível<br />
· perfeccionista<br />
· esteta<br />
· idealista<br />
· leal<br />
· dedicado</p>
<p><strong>Negativo</strong></p>
<p>· Egoísta<br />
· Amuado<br />
· Pessimista<br />
· Teórico<br />
· Confuso<br />
· Anti-social<br />
· Crítico<br />
· Vingativo<br />
· Inflexível</p>
<p><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/temperamentos.png"><img class="alignnone size-full wp-image-2292" title="quatro temperamentos" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/temperamentos.png" alt="" width="400" height="291" /></a></p>
<p>Mas essas características aplicadas na criação de personagens não deixa a coisa meio previsível, óbvia e simples demais? Depende. Ninguém tem apenas um dos temperamentos. Na verdade, a palavra “temperamento” vem de “tempero”, indicando que somos todos uma mistura de cada um deles. Porém, um dos quatro é determinante para definir o perfil, sendo o temperamento primário, podendo ter um secundário, terceário e, muito discretamente, talvez quase imperceptivelmente, o quartenário.</p>
<p><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/temperamentostirinha.jpg"><img class=" wp-image-2293 alignnone" title="temperamentostirinha" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/temperamentostirinha.jpg" alt="" width="570" height="197" /></a></p>
<p><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/183695.jpg"><img class=" wp-image-2294 alignnone" title="temperamentos e relações" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/183695.jpg" alt="" width="434" height="373" /></a></p>
<p>Links interessantes para mais sobre o assunto:</p>
<p><a href="http://fala-kika.blogspot.com.br/2011/04/ixxx-o-meu-e-colerico-e-o-seu-os-4.html">http://fala-kika.blogspot.com.br/2011/04/ixxx-o-meu-e-colerico-e-o-seu-os-4.html</a></p>
<p><a href="http://deniamachado.blogspot.com.br/p/temperamentos.html">http://deniamachado.blogspot.com.br/p/temperamentos.html</a></p>
<p>Como os demais posts dessa série, estou longe de dar a palavra definitiva sobre o assunto. Esse é apenas um passo inicial para você adentrar em um novo universo de informações. A partir daqui, a jornada é com você. Pesquise, se aprofunde, ou não. No fim, decida o que fazer com esse conhecimento.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.quadrinize.com/2012/03/personagens-arquetipos-parte-3/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title></title>
		<link>http://www.quadrinize.com/2012/03/criacao-e-roteiro-inspiracao-em-cantigas-de-roda-premios/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 00:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quarta Literária]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[promoção]]></category>

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		<description><![CDATA[Aquela ideia para se contar uma nova e inusitada história pode vir de qualquer lugar. Qualquer lugar MESMO. A primeira matéria sobre criação e roteiro aqui na Quadrinize! teve o título &#8220;De onde as (boas) ideias ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aquela ideia para se <strong>contar</strong> uma nova e inusitada <strong>história</strong> pode vir de qualquer lugar. Qualquer lugar <em>MESMO</em>.</p>
<p>A primeira matéria sobre criação e roteiro aqui na <em>Quadrinize!</em> teve o título &#8220;<strong><a title="Roteiro – De Onde Vêm as (Boas) Idéias? – Parte 1" href="http://www.quadrinize.com/2010/07/roteiro-de-onde-vem-as-boas-ideias-parte-1/" target="_blank">De onde as (boas) ideias vêm?</a></strong>&#8221; e acabou rendendo a sequência &#8220;<strong><a title="Roteiro – De Onde as (Boas) Idéias Vêm? – Parte 2" href="http://www.quadrinize.com/2010/08/de-onde-as-boas-ideias-vem-parte-2/" target="_blank">De onde as (boas) ideias vêm? - parte 2</a></strong>&#8220;, onde falo sobre ter um universo de referências, que é nosso arquivo, e faz parte do nosso &#8220;banco de ideias&#8221;. Agora, quase dois anos depois, percebo que esse é um assunto que ainda carece de atenção, pois apesar das dicas anteriores, ainda há muito para ser explorado. Reparei nisso me dando conta de que eu mesmo preciso expandir minhas referências.</p>
<p>Pensando nisso, vamos propor um desafio: criar histórias FANTÁSTICAS, ou mais precisamente fantasia e terror ou ficção científica com elementos sobrenaturais e/ou anormais, sem explicações da ciência convencional. Para isso, vamos utilizar referências inusitadas.</p>
<p>Ninguém duvida (ou deveria duvidar) que o nosso <strong>folclore</strong> poderia ser mais utilizado como fonte de ideias, inspiração e referências para nossas histórias. Sejamos honestos, nossa mitologia &#8211; ou mitologia indígina, me sinto estranho chamando-a de &#8220;nossa&#8221; &#8211; é rica em elementos fantásticos e sobrenaturais. Mas, seja por preconceito ou falta de um melhor contato com tais histórias, o folclore nacional é pouco explorado e, algumas vezes, de forma pouco inventiva. Talvez por conhecermos um padrão repetitivo dessas narrativas, acabamos por segui-lo demais, com receio de sair da &#8220;caixa&#8221;.</p>
<p>Mas&#8230; e se utilizássemos um lado mais obscuro do nosso folclore? Costumes de mais de um século, esquecidos pela nossa civilização cada vez mais &#8220;online&#8221; e globalizada? E se pudéssemos encontrar histórias belas, singelas, tristes, simples&#8230; que poucos conhecem&#8230; e fossem músicas que nos inspirem, nos trazem um clima todo propício a novas ideias e viajar em universos inexplorados por nossa geração? Ou gerações? E se pudéssemos encontrar um reino mágico &#8211; no sentido mais amplo da palavra &#8211; e transformá-lo em Mágico &#8211; no sentido mais restrito?</p>
<p>Sim, estou falando de cantigas de roda. Tão antigas que talvez nem mesmo seu avô não conheça. Mas graças ao trabalho de uma senhora já falecida, ainda temos acesso a essa preciosidade inestimável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Brincadeiras de Roda, estórias e canções de ninar</strong> é um disco (bolachão) infantil lançado em 1983, uma coletânea de canções e histórias infantis, recolhidas pela pesquisadora e folclorista Esther Pedreira de Cerqueira, nascida em 1883 &#8211; exatos 100 anos antes do lançamento do álbum. Ao longo de sua vida, anotou as histórias e canções &#8220;entoadas pela voz anônima e eterna do povo&#8221;, como dizia. Em 1978 publicou o material no livro Folclore Musicado da Bahia. O resultado foi esse álbum que, devo dizer, é maravilhoso.</p>
<p>Eu admito. Este post é bem pessoal. Eu ganhei esse LP quando tinha cerca de oito, dez anos, quando ainda não tinha nenhum hábito de leitura, exceto os livros de cordel que meu pai escrevia. Quando ouvi as faixas do disco, me encantei imediatamente. Ouvi muitas vezes, até decorar. Como o encarte tinha todas as letras das músicas e narrações, era ainda mais fácil. Tornou-se um hábito pegar o encarte e contar as histórias para meus (poucos) amigos em mini-seções de sarau infantil.</p>
<p>Também era comum eu me pegar interpretando os personagens, vivendo as histórias, fazendo algo diferente e as conduzindo de outra forma.</p>
<p>Coisas de criança que um dia se tornaria contador de histórias.</p>
<p>Dá pra perceber o potencial que essas anedotas tem em uma mente fértil?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A maioria delas são brincadeiras de roda, todas com personagens e situações e conflitos. Essas situações são comuns, pouco há de fantasia, e sempre ficam em aberto. A proposta desse desafio é justamente inserir a fantasia nessas histórias e dar um rumo diferente, ou uma continuidade. Troque personagens por criaturas, coloque poções e objetos mágicos, feitiços, máquinas a vapor, ou simplesmente&#8230; sangue!</p>
<p>Vamos ouvir as canções e deixar a imaginação solta? Lembrem-se do post onde falamos sobre <a title="Gêneros – “E se?”, a pergunta motriz do Realismo Fantástico" href="http://www.quadrinize.com/2011/08/generos-%e2%80%93-%e2%80%9ce-se%e2%80%9d-a-pergunta-motriz-do-realismo-fantastico/" target="_blank">&#8220;E se&#8221;? A pergunta motriz do realismo fantástico</a>&#8220;.</p>
<h4>Aninha e o Cego</h4>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/rtF2dlPuQZw?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Essa era uma das minhas favoritas, pelo tom melancólico &#8211; é, sempre tive essa tendencia. Mas o que mais me intrigava era: como eles viveram assim tão felizes, se ela foi sequestrada? E se essa narradora&#8230; <em>mentiu </em> para não deixar as crianças tristes? A musica é tão melancólica&#8230; que eu não conseguia imaginar que o final tenha sido tão feliz.</p>
<p>Que tal criar a sequência da história? O que acontece com Aninha ao chegar no castelo? Como foi a vida do casal? E se o príncipe fosse na verdade&#8230; uma criatura sobrenatural da floresta?</p>
<h4>La Condessa</h4>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/DDFzpTT-Cb4?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>A La Condessa amava muito suas filhas. Eu sempre achei que ela concordou muito facilmente em dar uma delas para o rei. E sempre achei esses mensageiros uns safadinhos. Que tal colocar um elemento fantástico/sobrenatural para justificar que a mãe mude de ideia? Ou talvez a vida dela com o rei se torne um inferno&#8230; sua imaginação é quem manda. E se a filha escolhida fosse o mal encarnado? Ou a La Condessa fosse uma bruxa que usou essa oportunidade para assassinar o rei através de sua filha mais delicada e indefesa?</p>
<h4>História da Coca</h4>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/k6UWuzmeSGs?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Bem, eu nunca soube que raio é essa tal de coca. Mas a ideia de um moleque chato que oscila entre o altruísmo e egoísmo, sempre se arrependendo de doar as coisas e que acaba se dando bem&#8230; é muito bacana! Que tal trocar esses objetos por objetos mágicos? Os outros personagens por criaturas bizarras? E se tudo for uma grande conspiração de seres que, através da troca de objetos, estão conduzindo o garoto a um destino específico?</p>
<h4>A Filha do Rei da Espanha</h4>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Ax6MrK52W7g?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Essa é triste, triste&#8230; e me lembra uma cena de Senhor dos Anéis. Que raio de anel importante é esse? Vamos tentar responder essa pergunta com algo bem fantástico? E se a princesa não existe e for um tipo de feitiço para enganar trouxas? Mas quem faria isso? Com que propósito?</p>
<h4>História da Figueira</h4>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/kS8zh21Ivf8?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Outra das minhas favoritas, devido à melancolia (siiiimmm, eu curto história melancólica &gt;.&lt;) . Ela tem um quê de sobrenatural, né? Podemos incrementar&#8230; que espécie de bruxa era essa madrasta? E esses passarinhos? Sei não, heim&#8230; como a guria sobreviveu debaixo da terra?</p>
<p>E se&#8230; e se&#8230; e se?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E aí, conseguiram entrar no clima das músicas e ter boas ideias? Quem quiser o álbum completo, disponibilizo para download porque não se encontra mais no mercado.</p>
<p><a title="Brincadeira de Roda, História e Canções de Ninar" href="http://www.4shared.com/folder/o_5-odhZ/Infantil_-_Brincadeira_de_Roda.html" target="_blank">Download de Brincadeira de Roda, História e Canções de Ninar</a></p>
<hr />
<h2>Concurso especial &#8211; Editora Estronho e Selo Fantas</h2>
<p>A<a title="Editora Estronho" href="http://editora.estronho.com.br/" target="_blank"> Editora Estronho</a> e o <a title="Selo Fantas" href="http://www.facebook.com/selofantas" target="_blank">Selo Fantas</a>, assim como a <em>Quadrinize!</em>, incentivam os novos autores e querem estimular a imaginação e a criatividade. Por isso, nos juntamos para promover um concurso especialmente para os contadores de histórias: todos os participantes concorrerão ao sorteio do livro <strong>Quase Inocentes</strong>, e a melhor história enviada ganhará o livro <strong>Livraria Limitrofe</strong>. Além disso, se houver uma boa quantidade de boas histórias, faremos uma surpresa para todos!</p>
<p>É importante ressaltar que o objetivo aqui não é copiar histórias (embora estas estejam em domínio público, ou seja, não há mal algum em usá-las), mas sim exercitar a imaginação, recriar, inspirar e conhecer muitas, muitas anedotas, causos, e ampliar ainda mais as fontes de influência. Portanto, guarde seus mangás e comics no armário, tranque a porta, e respire novos ares. Como costumo dizer, não somos apenas roteiristas, quadrinistas, desenhistas ou escritores. Antes de tudo isso, somos contadores de histórias.</p>
<p>As histórias re-inventadas deverão ser escritas em um arquivo .doc ou .odt, com limite de 1.000 palavras (use a ferramenta &#8220;contador de palavras&#8221; do Word). Se você preferir desenhar uma HQ, vá em frente! O limite é de seis páginas. O critério de avaliação será criatividade, ousadia, imaginação e capacidade de mergulhar no clima das histórias. Não vou olhar com bons olhos personagens com nomes japoneses e adolescentes com super-poderes, ok?</p>
<p>Enviem as histórias por e-mail para quadrinize@hotmail.com até o dia 20 de Abril.</p>
<p>Está dada a largada! Quem será o melhor contador de causos fantásticos?</p>
<p>Entrou por uma porta, saiu pela outra. O rei, meu senhor, que lhe conte outra.</p>
<hr />
<h4>Quase Inocentes</h4>
<p><span style="color: #ff0000;">Sorteio entre os participantes</span></p>
<p><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/estronho-quase-inocentes.png"><img class=" wp-image-2338 alignleft" title="estronho-quase-inocentes" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/estronho-quase-inocentes.png" alt="" width="189" height="189" /></a> Porque as criancinhas nem sempre são doces criaturas&#8230; Anjinhos ou pequenos demônios? Inocência nas brincadeiras ou manipulação consciente em busca de&#8230; sangue? Texto que envolvem crianças. Essa foi a proposta dada ao autores convidados e aos interessados em participar da seleção para este volume. E o resultado você poderá conferir, de preferência, sentado ao lado de criancinhas brincando perto de você, enquanto você lê essa variedade de textos e estilos distribuída pelas páginas do volume 2 da Série Extraneus. Prefácio de Martha Argel</p>
<p>Autores: Adriano Siqueira, Ana Lúcia Merege, André Bozzetto Jr., Andrés C. Fumega, Camila Fernandes, Celly Monteiro, Felipe Pierantoni, Georgette Silen, Giulia Moon, Juliano Sasseron, Lucas Rezc, Luciana Fátima, Luísa Vianna, M. D. Amado e Suzy M. Hekamiah.</p>
<hr />
<h4>Livraria Limítrofe</h4>
<p><span style="color: #ff0000;">Prêmio para a melhor história</span></p>
<p><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/livraria-limitrofe-livro.png"><img class=" wp-image-2339 alignleft" title="livraria-limitrofe-livro" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/03/livraria-limitrofe-livro.png" alt="" width="150" height="207" /></a>Que importância a literatura tem na sua vida? Ela está presente no seu dia a dia? O que significa para você? Quanto ela moldou do seu caráter e jeito de ser?</p>
<p>Com certeza, as respostas a estas perguntas variam consideravelmente, de pessoa para pessoa. O hábito da leitura, e o prazer advindo dele, trazem resultados distintos para cada indivíduo, afinal o ser humano é único na sua maneira de julgar o que os sentidos captam e o que a mente retém.</p>
<p>A Livraria Limítrofe é o lugar onde pessoas comuns vislumbram cenários e personagens palpáveis, criados através de suas mentes, colhendo fisicamente o que pela leitura foi plantado.</p>
<p>Em cada capítulo, um visitante narra em primeira pessoa sua experiência nas dependências da livraria, cujas dimensões podem variar de um pequeno quadrilátero até um imenso reino de fantasia, de acordo com o que o seu gosto literário definir.</p>
<p>Você está convidado a conhecer a livraria mais imprevisível, fabulosa e excêntrica da qual já se teve conhecimento. Aqui, tempo e espaço são plenamente maleáveis, onde o único limite é a capacidade de se criar mundos a partir de palavras impressas. Quem sabe um dia não tenha a sorte de ver diante de si uma porta sobre a qual se enxergam os dizeres &#8220;Livraria Limítrofe&#8221;?</p>
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		<title>Curso Quadrinize de escrita criativa e roteiro de HQs</title>
		<link>http://www.quadrinize.com/2012/03/curso-quadrinize-de-escrita-criativa-e-roteiro-de-hqs/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 22:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nota]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[slider]]></category>

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		<description><![CDATA[“Escreva com vida. Esta é sua missão sagrada” Convidamos você a conhecer técnicas profissionais para construção de histórias. Aprenda a conquistar o leitor com estratégias utilizadas por mestres das HQs e do cinema. Conheça também exercícios ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="CENTER">“<em>Escreva com vida. Esta é sua missão sagrada” </em></p>
<p style="text-align: left;" align="CENTER"><em></em>Convidamos você a conhecer técnicas profissionais para construção de histórias. Aprenda a conquistar o leitor com estratégias utilizadas por mestres das HQs e do cinema. Conheça também exercícios de criatividade e observação para aplicar na concepção de cenários e personagens. <strong><span style="color: #ff0000;">Aulas presenciais ou por conferência online*).</span></strong></p>
<p>Não oferecemos fórmulas mágicas, mas técnicas amplamente utilizadas por profissionais. Existem muitas opções e caminhos, você escolhe o que melhor lhe define como artista.</p>
<p>Durante o curso, os alunos desenvolverão um projeto que deverá ser concluído, desde a Ideia Governante ao script. Todos os projetos produzidos serão avaliados pelo instrutor.</p>
<p>Duração: 2h horas por semana, total de 10 meses.</p>
<p>Material: apostilas e 1 revista Quadrinize</p>
<p>Pré-requisitos:</p>
<ul>
<li>Vontade de aprender</li>
<li>Gostar de escrever</li>
<li>Gostar de ler</li>
<li>Estar disposto a sacrificar algumas horas da TV e/ou Internet</li>
<li>Desejo de criar histórias como jamais se viu</li>
</ul>
<p>Módulos:</p>
<ul>
<li>Ideias e Ideais</li>
<li>Personagens</li>
<li>Ambientação</li>
<li>Enredo</li>
<li>Roteiro</li>
<li>Projeto final</li>
</ul>
<div></div>
<p>Custo: R$ 60,00 mensais (promocional para a primeira turma)</p>
<p>Com acompanhamento durante a semana via MSN: 85,00 mensais</p>
<p>Onde: Escola de desenho Tensai. Av. Santa. Cruz, nº 2567 &#8211; 103, Padre Miguel (Próximo ao viatudo e ao Mc Donald&#8217;s) &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ</p>
<p>Quando: As aulas iniciarão quando a primeira turma se formar.</p>
<p>Quem: Durante os últimos quatro anos, Daniel Cavalcante vem auxiliando novos autores e roteiristas, avaliando obras e aconselhando. Em maio de 2010 lançou a revista <em>Quadrinize!</em> e o site de mesmo nome, nos quais partilha conhecimento teórico sobre criação e escrita. Desde então, foi convidado para dar palestras e oficinas em eventos cariocas e paulistas, como “IV Semana de Quadrinhos da UFRJ” “Anime Wings”, “Anime Family”, entre outros. Tem histórias selecionadas nas antologias <em>Extraneus Vol. 3</em> (Editora Estronho), <em>Histórias Fantásticas Vol. 3</em>, <em>Eu Acredito</em> e <em>Crônicas da Fantasia</em> (Editora Literata).</p>
<p><span style="color: #ff0000;">*Atualização</span></p>
<p><span><span style="color: #ff0000;">Curso online via conferência de áudio para quem não mora no RJ &#8211; R$: 60,00 mensais</span><br />
</span><span style="color: #ff0000;">Com acompanhamento durante a semana via MSN: 85,00 mensais<br />
Entrar em contato através do email quadrinize@hotmail.com </span></p>
<p><strong>Serviços extras:</strong></p>
<p>Check up de roteiro: Tem um roteiro e precisa de uma avaliação técnica e criteriosa? Não sabe se as cenas compõem um design harmonioso? Seus valores de cena são trabalhados um a um? O conflito de seu protagonista funciona? Sua história tem apelo? Essas perguntas poderão ser respondidas, via e-mail ou presencialmente (no endereço do curso).</p>
<p>Custo: Como muitos ainda não adotam o formato padrão de script, dificultando a tabelação de preços por página de roteiro, o custo fica a combinar.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Quarta Literária &#8211; Resenhando Filhos do Éden</title>
		<link>http://www.quadrinize.com/2012/03/quarta-literaria-resenhando-filhos-do-eden/</link>
		<comments>http://www.quadrinize.com/2012/03/quarta-literaria-resenhando-filhos-do-eden/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 21:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Willian Marinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quarta Literária]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Spoh]]></category>
		<category><![CDATA[filhos do éden]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[slider]]></category>

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		<description><![CDATA[You&#8217;re just too good to be true can&#8217;t take my eyes off of you You&#8217;d be like heaven to touch I wanna hold you so much At long last love has arrived and I thank God ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="LEFT"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>You&#8217;re just too good to be true<a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2011/11/FdE-capa2.png"><img class="alignright size-medium wp-image-1911" title="FdE-capa2" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2011/11/FdE-capa2-207x300.png" alt="" width="207" height="300" /></a></em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>can&#8217;t take my eyes off of you</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>You&#8217;d be like heaven to touch</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>I wanna hold you so much</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>At long last love has arrived</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>and I thank God I&#8217;m alive</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>You&#8217;re just too good to be true</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em><br />
</em></span></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><em>can&#8217;t take my eyes off of you</em></span></span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p align="JUSTIFY">Com este rápido trecho da música mais famosa de Frankie Valli, <em>Can&#8217;t take my eyes off you</em>, que teve covers até da banda Muse, eu inicio mais esta resenha na quarta literária. Durante a matéria vocês entenderão o porquê. Em minha primeira resenha, eu trouxe para vocês <strong><em><a title="Quarta Literária – Resenhando A Batalha do Apocalipse" href="http://www.quadrinize.com/2011/10/quarta-literaria-resenhando-a-batalha-do-apocalipse/" target="_blank">A Batalha do Apocalipse</a> (já imaginou como seria o <a href="http://www.revistafantastica.com.br/materias/materia.php?Cat=Filme&amp;idMateria=17" target="_blank">elenco do filme A Batalha do Apocalipse?</a>)</em></strong>, de <strong>Eduardo Sphor</strong>, que chamou a atenção do público com sua saga incrível sobre o fim dos tempos no ponto de vista dos anjos. Sendo um dos <em>best-sellers</em> de 2010, os fãs de ABdA pediram por um novo livro, que veio com <strong><em>Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida</em></strong>, o primeiro de uma série já prometida pelo autor. O segundo livro, <strong><em>Anjos da Morte</em></strong>, já fora anunciado, mas ainda não tem previsão de lançamento.</p>
<p align="JUSTIFY">Um ponto que devo enfatizar antes de começar a resenha propriamente dita: você pode ler <em>Herdeiros de Atlântida</em> sem conhecimento prévio da série. Isto significa que não há problema algum em ler a série antes de ir para <em>A Batalha do Apocalipse</em>, pois trata-se de um spin-off do mesmo, aprofundando-se em elementos apenas referenciados na história de Ablon que, aliás, não aparece aqui. Até recomendo que acompanhem toda a saga Filhos do Éden antes de lerem <em>ABdA</em>, pois os detalhes que serão adicionados deixam o livro principal ainda melhor.</p>
<p align="JUSTIFY">A capa, diagramação e fontes seguem o mesmo estilo do primeiro livro. A Verus manteve o padrão de qualidade encontrado em ABdA no que tange o projeto gráfico, com um desenho de capa chamativo, de cores fortes, apresentando um dos cenários descritos no livro. As fontes utilizadas no primeiro livro continuam aqui, com o mesmo padrão. Até aqui, nada de tão diferente, o que não deixa de ser bom.</p>
<p align="JUSTIFY">Quanto à ambientação, há pouco a se dizer. O “sphorverso”, como foi apelidado na Internet, foi bem fundamentado em <em>A Batalha do Apocalipse</em>, e em Herdeiros de Atlântida, encontramos uma aprofundação deste universo, narrando em detalhes certos fatos citados no primeiro livro, como as guerras etéreas, a atual guerra civil, as relações entre as castas angelicais, a relação dos anjos com os humanos, e outros detalhes que enriquecem ainda mais o cenário. Sphor reapresenta seu universo de maneira clara para novos leitores, sem afastar os velhos conhecidos com as novidades.</p>
<p align="JUSTIFY">O detalhamento dos locais descritos em Herdeiros de Atlântida é excelente, ainda mais do que no primeiro livro. Temos a inclusão da cidade fictícia de Santa Helena, que puxa como referências as cidades da região serrana do Rio de Janeiro, que aliás, é onde se localiza a cidade. Uma parte significativa do livro é descrita aqui e dá a impressão de que ela realmente existe. As demais localidades continuam bem descritas, embora desta vez os personagens não façam uma verdadeira volta ao mundo.</p>
<p align="JUSTIFY">A narrativa do primeiro volume de Filhos do Éden começa com os anjos Urakin e Levih, que são mandados pelo Arcanjo Gabriel à terra para encontrar uma de suas líderes de coro, chamada Kaira, a Centelha Divina, que desapareceu ao investigar a quebra da trégua entre Gabriel e Miguel, que estão há séculos em uma guerra civil nos sete céus. Depois de encararem bons problemas com demônios e algumas dificuldades da vida terrena, os dois celestes encontram sua líder, que de alguma forma não se lembra de sua missão. Juntando-se ao anjo exilado Denyel, um ex-soldado do Arcanjo Miguel no melhor estilo Wolverine de ser, o grupo parte em busca de respostas, que revelam uma trama muito mais intricada que um mero resgate.</p>
<p align="JUSTIFY">A narrativa de Herdeiros de Atlântida é fluida e cinematográfica. Mesmo com o volume enorme do livro, você não sente o peso do mesmo durante a leitura, pois cada parte descrita torna a história cada vez mais emocionante. E aqui, cabe dizer que Sphor aprendeu com os erros de <em>ABdA</em>: os flashbacks voltam nesta edição, porém de uma forma muito mais interessante, apresentando uma trama paralela vital para os próximos livros, que realmente não parecem histórias soltas. Uma curiosidade: embora os personagens de Filhos do Éden sejam inéditos para a maioria dos leitores, eles na verdade apareceram em um conto de Sphor chamado “A Torre das Almas”, encontrado na antologia Imaginários 3, da Editora Draco.</p>
<p align="JUSTIFY">Outro ponto interessante são as cenas de luta e ação. Diferente do primeiro livro, em que encontramos anjos épicos, em lutas dignas de uma boa cena encontrada nas HQs, aqui temos celestes (e abissais) mais falíveis, que precisam constantemente se recuperar de seus ferimentos em quase todas as enrascadas que se metem. As cenas de combate são de tirar o fôlego, misturando os elementos encontrados na obra anterior com estilos encontrados em obras de suspense e das grandes produções de cinema. Vocês irão entender ambos os climas quando os vilões deste arco surgirem. Mesmo.</p>
<p align="JUSTIFY">E o recurso que mais me chamou a atenção durante toda a narrativa foi a música. Não, o livro não possui um CD com trilha sonora, mas em vários momentos da obra, encontramos o trecho da música que citei logo no início desta resenha, que é um elemento muito importante para compreender os pequenos detalhes do livro. Recomendo a versão original da música enquanto lê os trechos que ela se mostra.</p>
<p align="JUSTIFY">Além do nível de poder inferior, encontramos em quase todos os personagens de Filhos do Éden a dicotomia que predomina nos dois livros deste universo até agora: o papel de anjos e humanos na existência. Constantemente, todos os angelicais mostrados até agora possuem uma visão da humanidade e de Deus, com discussões interessantes sobre seus propósitos no universo. Esta, aliás, parece ser a mensagem do autor no livro: o que você faria ao descobrir seu verdadeiro propósito? Esta é a pergunta que rodeia a maior parte do tempo nos personagens-chave da trama, sem dar uma resposta universal. Devo salientar, contudo, que nem todos os personagens possuem o carisma que encontramos em Ablon e companhia em <em>ABdA</em>, que espero encontrar nos próximos livros.</p>
<p style="text-align: center;" align="JUSTIFY"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2011/11/personagens.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1912" title="personagens" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2011/11/personagens-300x56.jpg" alt="" width="300" height="56" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY">Na sinopse de Herdeiros de Atlântida é “acima de tudo,uma aventura, um thriller de fantasia, menos heróico e mais dinâmico, mais humano, com pitadas de conteúdo histórico, romance e mitologia.” Posso dizer com plena certeza que Sphor acertou em cheio neste primeiro volume, corrigindo as falhas encontradas em A Batalha do Apocalipse, e deixando um final aberto para futuras obras. É uma leitura que vale a pena. E como prometi no começo do texto, segue a música de Frankie Valli na íntegra. Confesso que estou ouvindo até agora, mesmo já terminado de ler o livro. Até a próxima!</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NGFToiLtXro">Can&#8217;t Take my eyes off you</a></span></span></p>
<p align="JUSTIFY">Ficha Técnica</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Título Completo:</strong> Filhos do Éden &#8211; Herdeiros de Atlântida</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Editora:</strong> Vérus</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Ano:</strong> 2011</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Páginas:</strong> 476</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>ISBN:</strong> 9788576861416</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Site Oficial:</strong> <a href="http://www.filhosdoeden.com/">http://www.filhosdoeden.com/</a></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: #000080;"><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Personagens &#8211; Como seu personagem se chama mesmo?</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 16:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Willian Marinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[nomes]]></category>
		<category><![CDATA[slider]]></category>

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		<description><![CDATA[Criar personagens é um processo interessante e por vezes demorado, dependendo da profundidade e dos detalhes que o autor entrega para o mesmo. Aqui na Quadrinize! você acompanha diversas dicas importantes para a criação de personagens. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criar personagens é um processo interessante e por vezes demorado, dependendo da profundidade e dos detalhes que o autor entrega para o mesmo. Aqui na <em><strong>Quadrinize!</strong></em> você acompanha diversas dicas importantes para a <strong><a title="Criação de Personagens" href="http://www.quadrinize.com/category/personagens/" target="_blank">criação de personagens</a></strong>. Entretanto, existe um pequeno detalhe que causa muitas dores de cabeça para escritores e roteiristas, e por mais que pareça descabido para alguns, pode fazer uma grande diferença em suas histórias: qual é o nome do seu personagem?</p>
<p dir="ltr">Acredite ou não, muitas vezes o entrave para a criação de um personagem é o nome do dito cujo. E assim como em todos os outros pontos do processo de criação, merece tanta atenção quanto. O nome do personagem pode dizer muito sobre suas características, seja psicológicas ou físicas, ou ambos, além de ficar na memória de seus leitores quando eles terminarem de acompanhá-la. Em outros casos, sua alcunha fica tão marcante quanto o próprio nome (quando você ouve a marcha imperial de Star Wars, você lembra de Anakin Skywalker ou Darth Vader? Pois é).</p>
<p dir="ltr">Então para ajudar os leitores neste pequeno detalhe na criação de um novo herói, vilão, coadjuvante, etc., segue adiante algumas dicas para dar nomes legais para seus personagens.</p>
<p dir="ltr"><strong>Quando meu filho nascer, ele se chamará&#8230;</strong></p>
<p>Procure num dicionário de nomes de sua preferência qual o significado do seu próprio nome, de qual língua veio, sua pronúncia&#8230; Encontrou? Então, ele diz algo sobre <em>você</em>? Independente da resposta, já é possível ter uma ideia de como é possível trabalhar com nomes de personagens pelo puro significado dos mesmos, dando pistas ao leitor de como o personagem se comporta consigo mesmo e com o ambiente à sua volta, ou como outras pessoas o tratam.</p>
<div id="attachment_2068" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/02/15d0a646cd49181e0e12c44ad4222ee2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2068" title="Cloud Strife" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/02/15d0a646cd49181e0e12c44ad4222ee2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Uma nuvem em eterno conflito</p></div>
<p dir="ltr"><strong>Exemplo: </strong>Cloud Strife, protagonista do game Final Fantasy VII, é a tradução literal de “nuvem em conflito”, em inglês. Cloud é um homem enigmático, cheio de problemas internos sobre as promessas que não conseguiu cumprir e dos pecados que cometeu, além de ser bem afastado do grupo de aliados com qual atua como mercenário. Ainda nos games, os personagens Sora, Riku e Kairi de Kingdom Hears siginificam Céu, Solo e Mar em japonês, respectivamente.</p>
<p dir="ltr">Os nomes também podem fazer referência a uma pessoa, a um lugar ou a eventos específicos, dentro do contexto da narrativa ou não. Dr. Manhattan (de Watchmen), por exemplo, foi um nome dado pelo governo americano ao super-herói como referência ao Projeto Manhattan, que aconteceu anos anos da narrativa principal da HQ. Já no anime Code Geass, os mechas dos Kinghts of The Round têm os nomes dos cavaleiros da Távola Redonda (como o Lancelot de Suzaku). Naruto é uma espécie de peixe, e no mangá de Masashi Kishimoto, era o nome do protagonista da principal obra escrita por Jiraiya, e por aí vai.</p>
<p dir="ltr"><strong>Alcunhas: um Símbolo para o personagem e seus seguidores</strong></p>
<p>Outro ponto interessante ao pensar em um nome para seus personagens são as Alcunhas, ou se preferir, Alteregos ou Codinomes. Os exemplos mais fáceis de se conseguir sobre eles estão nos Comics americanos e nas séries do gênero Tokusatsu japonesas, em que seus personagens utilizam codinomes para lutar contra seus inimigos de modo a proteger suas identidades secretas. Em muitos casos, criar um codinome para o personagem pode ser tão fácil quanto sua verdadeira identidade!</p>
<p>Caso pense em criar uma alcunha para seu personagem (antes mesmo do nome), leve em conta suas capacidades físicas ou seus poderes (caso o tenham). Nos comics americanos, isto é bem fácil: o Lanterna Verde recebe este codinome graças à bateria que alimenta seus poderes, em forma de lanterna. Wolverine (conhecido aqui no Brasil como Carcajú) é um animal baixinho, de garras afiadas e muito agressivo nos ambientes onde vivem, e nem é preciso alguma explicação sobre o porque do codinome Batman ou Superman, certo?</p>
<p dir="ltr">As alcunhas também podem representar um ideal ao público em geral, o que é um ponto muito interessante de se abordar em uma história, pois uma vez que o conceito seja criado, o autor ganha uma liberdade criativa enorme para seus personagens, já que todos utilizarão o mesmo “nome”. L (e seu inimigo Kira) e Zero, das séries Death Note e Code Geass respectivamente são excelentes exemplos, com mais de um personagem assumindo sua identidade. O Fantasma, herói das antigas histórias Pulp americanas, era um título herdado de pai para filho, o que dava a entender a seus inimigos que o herói era imortal. Batman e o herói da HQ V de Vingança de Alan Moore podem ser considerados uma máxima desta abordagem, pois representam ideiais fortes para as pessoas entenderem e seguirem (alguém já ouviu falar do Anonymous?).</p>
<div id="attachment_2070" class="wp-caption alignnone" style="width: 269px"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/02/guy-fawkes.jpg"><img class="wp-image-2070 " title="guy-fawkes" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/02/guy-fawkes.jpg" alt="" width="259" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Quem anda acompanhando os últimos eventos marcantes na internet tem uma ideia do que essa máscara significa</p></div>
<p dir="ltr"><strong>Nomes Simples, porque não? </strong></p>
<div id="attachment_2071" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/02/9759person_3754.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2071" title="João Pequeno" src="http://www.quadrinize.com/wp-content/uploads/2012/02/9759person_3754-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">João... Pequeno?</p></div>
<p dir="ltr"> E porque pensar em um nome com peso tão grande se um Bob, Manuel, John ou Felipe resolvem este impasse sem problemas? Tem algo de errado nisso? Novamente, a profundidade dada à seu personagem é o que faz toda diferença. Não há nada de errado ou incomum em chamar seu personagem de Joãozinho das Flores se ele marcar presença em sua história. Aliás, se ele ficar na mente das pessoas, qualquer outro Joãozinho que vier depois terá de ser tão marcante quanto o seu. João Pequeno (de Robin Hood), João Grilo (do livro o Alto da Compadecida), ou mesmo Bruce (seja o Wayne ou Banner) são bons exemplos.</p>
<p dir="ltr"><strong>10 dicas para os nomes de seu personagem</strong></p>
<p>Com estes detalhes esclarecidos, você já tem uma ideia melhor de como nomear seu personagem, certo? Não? Então seguem 10 dicas baseadas no que apresentei:</p>
<p><strong>. Escolha uma parte do corpo que chame a atenção:</strong> os olhos dele(a) chamam a atenção? Procure um nome que os realce. Possui pernas largas? Procure um nome que valorize força, ou velocidade. O físico do personagem ajuda na hora de escolher um nome.</p>
<p><strong>. Seja verossímil:</strong> dê codinomes que condizem com seu personagem. Porque um lutador de sumô que se chame homem-gafanhoto e um baixinho lutador de kung-fu chamar-se Monte Fuji pode soar que algo está muito errado. A menos que a ideia seja mesmo criar um contraste (lembram-se do João Pequeno?).</p>
<p><strong>. Aproveite o Regionalismo:</strong> o ambiente é um bom fator para afunilar suas opções de nomes, facilitando a escolha. Não é fácil encontrar um rapaz chamado Raimundo no Rio Grande do Sul ou uma moça chamada Patrícia no Rio Grande do Norte. Brincar com os regionalismos também podem gerar situações curiosas.</p>
<p dir="ltr"><strong>. E nomes de animais, pode?:</strong> nomes baseados em animais são curiosos, pois é possível associar o comportamento dos personagens com os ditos cujos, criando personagens únicos. Hunter x Hunter fez isto recentemente, com os membros do Zodíaco (não, não vou dar mais spoilers além disso). Isto sem contar os Cavaleiros do Zodiáco.</p>
<p><strong>. Contraste com o ambiente:</strong> contrastes podem dar bons resultados. Faça um teste: se seu personagem é um pobretão, dê um nome nobre a ele. Se ele é brasileiro, dê um nome japonês (com sobrenome brasileiro, ou vice-versa). Se ele é gentil, dê um nome que represente força e brutalidade. O ambiente (e as pessoas) fará o resto por você.</p>
<p><strong>. Como?! o nome do personagem é Mxyzptlk?:</strong> existem alguns personagens marcantes em determinadas histórias (como a figura do exemplo acima de diversas histórias do Superman ou o curioso Lorde Niebling e seu sobrenome infinito, do cenário nacional de RPG Tormenta) que possuem nomes extremamente difíceis de decorar, mas mesmo assim são carismáticos. Se seu personagem se chamará espiriquitiperto, tenha uma boa razão para chamá-lo assim.</p>
<p><strong>. Sobrenomes valorizam o nome:</strong> Pedro Ruína-dos-Lobos. Harry Potter. Erik Magnus. Squall Leonheart. Caso o nome do seu personagem possa parecer pequeno, atribua um sobrenome que o fortaleça. Lembram-se de Cloud Strife lá em cima?</p>
<p><strong>. Porque fazer rodeios? Vá direto ao ponto:</strong> se sua personagem representa a esperança ou coragem, porque não chamá-la de Esperança ou Vitória? Em determinados casos, um sentimento ou evento caracterizam o personagem muito mais do que as referências externas em seus nomes. As tribos indígenas, os perpétuos de Sandman, e o Hellboy, são bons exemplos.</p>
<p><strong>. Cantores, atores, e pintores:</strong> uma boa referência para nomes são seus artistas favoritos. Pegue o nome de seu cantor(a), ator/atriz, pintor(a), desenhista, autor(a), ou qualquer outra pessoa que você tenha como inspiração, e coloque um nome parecido, ou faça um anagrama. Outros fãs como você identificarão com facilidade se for bem feito.</p>
<p><strong>. Meu nome significa&#8230; nada:</strong> compre um dicionário de nomes de sua preferência. Escolha uma página sem olhar. Tape os olhos, aponte com o dedo um nome qualquer. Pronto, você conseguiu um nome para seu personagem. Se não for de seu gosto, brinque mais uma vez. Situações desesperadas pedem medidas desesperadas <img src='http://www.quadrinize.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p dir="ltr">Com estas dicas, a escolha de um nome para seu personagem pode ficar mais fácil, certo? Não? Coloque nos comentários ideias e situações que geraram nomes bacanas. Estou esperando =)</p>
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		<title>Editorial &#8211; Aqui e de volta outra vez</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 18:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Quadrinize</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Pronto! Agora ninguém mais reclamará de vírus em nosso site. Durante toda essa semana trabalhamos duro para migrar de servidor com todo o banco de dados e, graças à ajuda da galera da Agência X4, não ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pronto! Agora ninguém mais reclamará de vírus em nosso site. Durante toda essa semana trabalhamos duro para migrar de servidor com todo o banco de dados e, graças à ajuda da galera da <a title="Agência X4" href="http://www.agenciax4.com.br" target="_blank">Agência X4</a>, não perdemos nadinha do site antigo. Aproveitamos para dar cara nova à Quadrinize, afinal, estamos nos aproximando de nosso segundo aniversário. É, amigos, em maio fará dois anos aqui falando sobre teoria de escrita criativa e roteiro. Vamos comemorar?</p>
<p>Esse novo layout é propício para acentuar a ideia de revista eletrônica. Não haverá mais uma &#8220;timeline&#8221; cronológica de posts. Na área de destaques, colocarei&#8230; hm&#8230; o que eu quiser dar destaque. Abaixo, há uma área onde ficarão os posts do mês. E, na parte principal da home, as principais categorias. Os menus estão aí para navegar à vontade pelas outras categorias. A lógica não é mais a de um blog, mas acho que vocês se acostumam.</p>
<p>Ainda falando de novidades, mês passado inauguramos nossa seção de HQs online. Eu fiquei bem reticente quanto a isso, pois já existem inúmeros e excelentes sites onde você pode colocar sua HQ, como o <a title="Mushi Comics - HQs online" href="http://mushicomics.com/" target="_blank">Mushi Comics</a>. Mas temos planos para muitos recursos interessantes e, claro, temos o <strong><a title="Manifesto Comics Livres (v. beta)" href="http://www.quadrinize.com/2011/12/manifesto-comics-livres-v-beta/" target="_blank">manifesto Comics Livres</a></strong>. Gostaríamos de reunir aqui HQs produzidas por nós e de qualquer outra pessoa que produza material de qualidade e tenha afinidade com nossas filosofias de trabalho e distribuição. Ao contrário da maioria dos portais de HQs online, aqui pretendo filtrar a qualidade, pelo menos a princípio.</p>
<p>Nosso reader ainda é simples, tanto no visual quanto nas funcionalidades. Mas estamos preparando algumas ferramentas que ajudarão imensamente na produção e divulgação das HQs. Tudo com a inestimável ajuda do <a title="Posts do Edson Garrido" href="http://www.quadrinize.com/author/edson-garrido/" target="_blank">Edson Garrido</a> na parte de programação. Ah, você pode sugerir melhorias para o reader, ok?</p>
<p>Eu, O Editor, também estou trabalhando em parceria com o Wellington IRP (parceria essa que resultou na HQ Corredores Fantasmas) em uma nova série de HQ cyberpunk. Em breve começaremos a divulgar algumas imagens oficiais. Nossa meta é, além das HQs online gratuitas, compilar cada arco em álbuns (impressos) pelos quais você poderá comprar a preço de banana. E isso não é uma metáfora, é preço de banana mesmo! Torça por nós para que dê certo! Mas também não deixe de nos ajudar. Visite nossa loja virtual, nossos produtos são muito baratos e as vendas ajudarão neste projeto.</p>
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		</item>
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		<title>Zé Roberto, o BK, se foi. O que fica?</title>
		<link>http://www.quadrinize.com/2012/02/ze-roberto-o-bk-se-foi-o-que-fica/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 19:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nota]]></category>
		<category><![CDATA[BK]]></category>
		<category><![CDATA[José Roberto Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Roberto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Atrasou, mas não poderia deixar de mencionar a passagem de uma pessoa que me influenciou até certo ponto, e a muita gente que detesta admitir isso. Se não o entrevistei &#8211; estava nos planos &#8211; ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Atrasou, mas não poderia deixar de mencionar a passagem de uma pessoa que me influenciou até certo ponto, e a muita gente que detesta admitir isso. Se não o entrevistei &#8211; estava nos planos &#8211; fica sendo ele o assunto do único post de Fevereiro na Quadrinize.</p>
<p>José Roberto Pereira, o BK, JRP, Lord Seth, Zé Roberto, ou &#8220;Preta Véia&#8221;, como gostava de se denominar, faleceu no dia 9 de fevereiro, às 15:oo horas. Isto não é uma homenagem e não entrarei na <em>vibe</em> do &#8220;<em>depois de morto, vira gênio/querido/santo/amado</em>&#8220;. Mas não poderia simplesmente ficar em silêncio. Para o bem ou para o mal, Zé Roberto influenciou pessoas e ideias.</p>
<p>É difícil falar sobre o José Roberto. Mais polêmico que mamilos, muitas vezes agressivo, zombador, incoerente, inconstante, contraditório, orgulhoso, às vezes preconceituoso. Criou muitos inimigos, desafetos e alguns seguidores. Como troll, fez escola. Comunidades na Internet aprenderam com ele a arte de depreciar o trabalho alheio. Mas nenhum desses &#8220;filhotes de BK&#8221; tem a percepção e propriedade que ele tinha para falar sobre alguns assuntos. Sobre outros, enfiava o pé na jaca e dizia bobagens. E não se importava com isso. BK não tinha medo de errar. Quero acreditar que, no fundo, suas palavras repetidas tantas vezes sejam verdadeiras: &#8220;eu não quero destruir o quadrinho nacional, eu quero melhorar&#8221;.</p>
<p>Acredito que toda a minha geração de otakus colecionava a Animax, revista que ele editou na década de 90, e uma quantidade considerável deixou de lê-la após a saída do BK, na edição nº 20, se não me falha a memória. Era a única revista do mercado dedicada exclusivamente à animação japonesa e não se limitava ao que passava na TV brasileira. Ou seja, era um manjar de conhecimento para nós, adolescentes nerds &#8211; na época, a palavra otaku ainda não era muito disseminada. Note que comprar a Animax era um momento especial, quase mágico. Para mim, era quase um ritual. Fãs clubes de animes e mangás surgiram, sonhos eram alimentados, uma comunidade se formou em todo o país. Revistas como Megaman e Hipercomix vieram daí. Nomes como Érica Awano foram revelados. E quando a moda ficou grande demais e tomou uma forma que BK repudiava, ele disse: ajudei a criar um monstro.</p>
<p>Me lembro que por volta de 2002 eu o encontrei em um dos grupos do UOL, na época em que ele trabalhou na MAD (até hoje não sei se ele editou alguma revista por lá). Ele me pediu para ilustrar uma sátira de Combo Rangers. Fiz duas páginas de HQ. Meu roteiro não agradou, ele queria algo bem pastelão, tipo Os Trapalhões. Eu não curti a ideia, pois gosto de piadas mais ácidas, e desisti. Até hoje não sei se foi a decisão correta.</p>
<p>Depois disso, só voltei a saber dele através do orkut em meados de 2008. Na época, ainda não havia muita gente que o imitava, mas eu já tinha meu próprio tom crítico e muita gente confundia minhas avaliações com as trollagens do Zé. Hoje, qualquer um perceberia a diferença. Eu jamais critiquei ou ofendi uma pessoa, e sim seu trabalho.</p>
<p>BK era assim, cheio de altos e baixos. Criticou, foi criticado. Processou e foi processado. Ele era ao mesmo tempo autentico e cheio de máscaras.</p>
<p>Em 2010 eu o conheci pessoalmente. Vi uma figura simpática, atenciosa, generosa até. Bem diferente do que esperava. Me pagou um lanche, mostrou alguns pontos de vista, deu dicas e fez um punhado de promessas e jamais cumpriu nenhuma. Bipolar? Mascarado? Sei lá. Era assim.</p>
<p>Tinha um lado meio anarquista, meio &#8220;rage against the machine&#8221;, que confesso apreciar. Ameaçou fazer tal qual Alexander Supertramp e queimar seus documentos. Taí algo que gostaria de ver. Era a favor da auto-publicação e independência editorial (embora ele mesmo não tenha dado esse exemplo). Uma questão polêmica.</p>
<p>Como obra, o BK deixou pouca coisa. Dois livros (Mundos Sem Sol e Mil Nomes) e algumas HQs de Megaman (se esqueci algo, me avisem). Estava desenvolvendo outros trabalhos que, espero, sua esposa Márcia possa levar adiante.</p>
<p>Existem muitas histórias para se contar sobre essa figura, e não serei eu a fazê-lo. Deixo aqui público minha visão sobre sua pessoa e minha curta relação com ele. Sem mimimis, sem receios e bajulações. Não adianta puxar o saco só porque ele se foi. Não adianta comemorar por termos um troll a menos. Ele mostrou coisas que podem ser úteis, disse coisas que devem cair no esquecimento. Cometeu erros e acertos que devemos observar para melhorarmos. Discordo de muitas de suas opiniões sobre mercado, principalmente o literário (algumas de suas afirmações me fizeram rir, outras, pensar). Suas dicas sobre criação eram boas, porém chegavam a um ponto em que se repetiam, sem se aprofundar em coisas mais interessantes. Jamais apreciei ofensas e críticas pessoais (e tive colegas e conhecidos que foram ofendidos além do nível tolerável, o que é um desgosto), mas quando tinha boa vontade sabia apontar deficiências, dar bons conselhos e apoiar uma obra de potencial.</p>
<p>Por fim, o principal motivo desse post: vamos refletir. Pelo o quê o JRP será lembrado? Por seus conselhos e ensinamentos sobre criação de histórias e pesonagens (tema recorrente em seus podcasts)? Por suas obras? Ou por suas infinitas trollagens? Será que, se ele passasse menos tempo trollando e insultando, não teria tido tempo para deixar uma obra mais vasta? O que fica para a posteridade? Qual o seu legado? Foi positivo ou negativo? O que ele conseguiu mais, somar ou dividir? Comente o seu ponto de vista (já adianto que ofensas póstumas serão sumariamente deletadas, também elogios vazios não fazem sentido).</p>
<p>Pra mim, fica uma sensação meio sem sabor. Nem isso, nem aquilo. Muito foi dito, pouco foi feito. Logo ele, que pregava o fim da &#8220;masturbação teórica&#8221; em prol da prática, que me aconselhou a criar ao invés de teorizar, não teve tempo de praticar muita coisa.</p>
<p>Ficam minhas condolências à família e espero sinceramente que a Márcia dê continuidade aos projetos.</p>
<p>Independente de gostar ou não de seu modo de agir, creio que ele viveu da maneira que quis e acreditava ser o melhor para ele, mesmo sem conhecer o &#8220;mistério&#8221; a respeito da vida, que mencionou em seus podcasts. O que me lembra uma música de Raul:</p>
<p><em>Não sei onde eu to indo</em><br />
<em>Mas sei que eu to no meu caminho</em><br />
<em>Enquanto você me critica, eu to no meu caminho</em><br />
<em>Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira</em><br />
<em>Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira</em><br />
<em></em></p>
<p><em>Não sei onde eu to indo</em><br />
<em>Mas sei que eu to no meu caminho</em><br />
<em>Enquanto você me critica, eu to meu caminho</em><br />
<em>Desde aquele tempo enquanto o resto da turma se juntava pra:</em><br />
<em>Bater uma bola!</em><br />
<em>Eu pulava o muro, com Zézinho no fundo do quintal da escola</em></p>
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